Onfatoplastia PDF Imprimir E-mail
 
É a plástica do umbigo quando alem de tratarmos imperfeições estéticas, podemos tratar patologias associadas como hérnias, podendo ser associadas a plásticas de abdome. A técnica a ser empregada vai depender da alteração em questão, mas via de regra as dúvidas mais freqüentes são as que se seguem:

Cicatrizes: as cicatrizes são posicionadas na região peri-umbilical e / ou ao redor do umbigo. Com o passar do tempo as cicatrizes sofrerão um amadurecimento , como quaisquer outras cicatrizes. Isto implica em uma transformação progressiva até que se obtenha  o aspecto final. As principais fases de amadurecimento são:

 

- 0  a 30 dias: as cicatrizes se apresentam com bom aspecto, como um fino corte, de coloração parecida com a pele ao redor. Podem surgir pequenas reações a pontos que melhorarão com o tempo.

 

- 30 dias a  4 – 6 meses: é a fase onde a cicatriz se apresenta com pior aspecto, geralmente trazendo ansiedade a quem estiver menos avisado. A cicatriz fica rósea e mais aparente e este aspecto só melhora com o tempo. Nesta fase as massagens na cicatriz são um ótimo auxílio e estarão sempre indicadas. Isto não deve ser confundido com cicatriz hipertrófica e quelóide , que são alterações da cicatrização dependentes de características pessoais do paciente, com influência genética, independentemente da técnica cirúrgica. Mesmo nestes casos, o cirurgião estará apto a orientar e tratar a cicatriz através de diferentes técnicas, obtendo bom resultado.  

 

- 4- 6 meses até 12 – 18 meses: é nesta fase que se dá o amadurecimento final e a cicatriz começa a “afinar” e mudar a coloração (clareando e se tornando mais parecida com a pele adjacente). Geralmente após este tempo a cicatriz assume o seu aspecto definitivo, bem como o resultado final da cirurgia pode ser avaliado. No entanto a cicatrização é um processo muito dinâmico e se continua indefinidamente, melhorando através de remodelação com o passar dos anos.

 

Todas estas fases são pouco visíveis na cirurgia de umbigo em virtude do posicionamento das cicatrizes e não devem trazer qualquer tipo de preocupação, pois trata-se da evolução natural.

 

Tempo de Cirurgia: o tempo de cirurgia é extremamente variável neste caso, pois vai depender de cada paciente e das áreas e estruturas totais a serem tratadas. Assim, se houver associação de hérnia, por exemplo, a cirurgia dura em média 2 horas. Este tempo, no entanto, não deve ser confundido com o tempo que o paciente permanece no Centro Cirúrgico, que inclui uma fase de preparação (marcação para a cirurgia), anestesia, recuperação pós-anestésica, até a alta.

 

Anestesia: geralmente a cirurgia é feita sob anestesia local (mesmo nos casos de hérnias pequenas), com ou se sedação conferida pelo médico anestesiologista. Se houver necessidade, a cirurgia pode ser feita com anestesia peridural (nas costas), também com sedação e muito raramente com anestesia geral com medicamentos de eliminação rápida que permitem alta no mesmo dia da cirurgia, após a recuperação pós-anestésica.

 

Associação com outras Cirurgias e outros Procedimentos: é muito comum a associação da onfaloplastia à abdominoplastia, mesmo quando há hérnias associadas. Eventualmente esta cirurgia também poderá ser associada às mamoplastias e outras cirurgias, tudo dependendo da avaliação clínica  e considerações técnicas específicas para cada caso, visando sempre o menor risco possível para a (o) paciente.

 

Curativo: dependendo da cirurgia que foi realizada, a (o) paciente sai da sala de cirurgia apenas com uma gaze e esparadrapo tipo Micropore sobre o umbigo. Se foi realizada uma abdominoplastia o curativo possui faixas e grandes compressas com gaze cobrindo a área operada, além de um dreno conectado a um recipiente de plástico para permitir a saída de pequenos acúmulos de sangue. Não se assuste com isso, pois o manuseio é muito fácil e ele será retirado dentro de dois dias, quando é trocado o primeiro curativo e colocada uma cinta elástica tipo collant.  O mesmo pode ocorrer no caso de hérnias volumosas. A cinta deverá ser mantida continuamente por um período de um mês e e por meio período até 60 dias.

 

Dor: quando existe, geralmente é discreta e cede com analgésicos comuns, sendo mais frequente nos primeiros dias. É um importante parâmetro para indicar a necessidade de repouso relativo no início.

 

Banho: pode ser liberado após cinco a oito dias,  lavando a área com sabonete neutro e evitando esfregar demais as áreas com pontos. Eventualmente a água pode tomar uma coloração rósea em virtude de pequenos acúmulos de sangue coagulado (seco), mas isto não deve trazer nenhuma preocupação, pois se trata de restos de sangue que devem ser eliminados.

 

Retirada de Pontos: geralmente são retirados em torno de 7 a 10 dias. Se associado a abdominoplastia existem diferenças (ver abdominoplastia).

 

Repouso:  se foi realizada cirurgia de hérnia, é importante manter a área com pontos livre de tensão, principalmente no primeiro mês, assim como evitar esforço físico. Nas primeiras 48 horas é prudente manter um repouso maior. Já nas cirurgias mais simples este repouso é apenas relativo e o seu grau de desconforto é um ótimo parâmetro para liberação de movimentos.  Em quinze dias você já poderá realizar caminhadas e após um mês a 45 dias poderá andar de bicicleta, praticar exercícios leves, praticar natação, hidroginástica, musculação e outros.

 

Sol: evite tomar sol enquanto houver equimoses (manhcas roxas), pois elas podem pigmentar-se até de forma permanente. Mesmo após a saída das manchas, proteja as cicatrizes do sol por um período de 3 meses – ou aplique filtro solar (FPS 30) sobre elas.

 

Resultado final:  dependendo do grau de edema (inchaço) que ocorrer com você, logo no pós – operatório imediato, após a retirada do curativo,  já se pode ter uma idéia do resultado que será obtido. Porém, lembre-se sempre que, de uma certa forma, o seu corpo foi agredido e vai levar algum tempo para que ele possa se recuperar completamente. Assim, o resultado final de qualquer cirurgia nunca pode ser avaliado antes da completa cicatrização, ou seja, 6 meses a 1 ano. Nesta fase é importante ter paciência   e evitar a ansiedade de se querer um resultado imediato. Lembre-se que você levou 9 meses para nascer! Evite se perturbar por comentários de “amigas (os)”  ou parentes que não foram esclarecidas (os) como você sobre a cirurgia. Irregularidades, inchaço ou outras alterações podem ocorrer e serão passageiras, bastando dar tempo ao tempo. Pequenas áreas de insensibilidade, coceira e ardor também são muito comuns no início e se surgirem dúvidas, converse com o seu cirurgião, que será a única pessoa capaz de orientá-la (o) corretamente.

 

Tratamento adjuvante: no pós-operatório, a partir de vinte dias, pode-se realizar drenagens linfáticas, no intuito de facilitar a diminuição do edema (inchaço), melhorando a circulação local – ver Medicina Estética.

 

Recidiva:  de um modo geral, as modificações após a cirurgia são permanentes e o resultado gratificante, conferindo um melhor aspecto local, com grande benefício estético e psicológico, permitindo rápida e melhor integração social.  Se houve tratamento de hérnia, as recidivas são pouco frequentes, desde que se guarde o repouso recomendado em cada caso.

 

É importante que  a (o) paciente esteja bem esclarecida (o) acerca do procedimento e o que ele pode oferecer, evitando falsas expectativas sobre o resultado. O médico especialista é a pessoa mais indicada para esclarecer todas as dúvidas de cada paciente, com informações específicas para cada caso, inclusive por escrito, durante o pré-operatório.

 
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