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Mastoplastia Redutora
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É a plástica de redução das mamas. Ela já foi a cirurgia mais efetuada pelos cirurgiões plásticos em um passado recente. Atualmente, está em quinto lugar em nossas estatísticas, sem no entanto perder seu valor para os casos específicos a que se destina.


Também aprimorada ao longo de décadas, a mastoplastia redutora apresenta várias técnicas e aplicações distintas para casos específicos. Para a paciente isso tem aplicação no tamanho e posicionamento das cicatrizes.

 

Cicatrizes: Esse é um ponto muito importante para as pacientes, pois essa será uma lembrança que por melhor que fique, dificilmente desaparecerá.

Portanto é muito importante que a paciente coloque na balança sua aspirações: mama aumentada e/ou flácida ou mama mais montada e de um tamanho mais adequado, mas com cicatrizes que podem variar dependendo do caso.

Utilizamos várias técnicas cirúrgicas, porém o que mais interessa às pacientes é a sua resultante cicatriz.

 

Técnicas e Cicatrizes: Basicamente há quatro tipos básicos de cicatrizes oriundas de diversas técnicas.

 

1)Periareolar: é aquela técnica que deixa uma cicatriz circular entre a parte castanha da aréola e da pele.

Se aplica em casos de pequena flacidez, com ou sem associação a aumento ou diminuição de pequenos volumes.Ou seja, pode ser retirado pequeno volume ou acrescentado pelo meio de implantes mamários de silicone.

Para isto utilizamos técnica pessoal ou associada a técnica preconizada por Sampaio Góes.

 

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2) Arié-Pitanguy: Esta é uma cirurgia um pouco mais antiga, porém com uma releitura um pouco mais atual de seus conceitos, tem aumentado suas indicações com a utilização de retalhos de pedículo inferior e implantes mamários.

Boa indicação para pequenas ptoses(queda) de mama , com ou sem ressecção de pequenos volumes. Sendo também indicada com inclusão de implantes mamários de silicone.

 

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3) L ou J: Esta é uma abordagem muito utilizadas por nossas mãos. Deixa cicatriz muito menor que o T invertido, apresentando apenas uma linha lateralmente, sem no entanto apresentar a  cicatriz mediana, que porventura pode até se unir no meio do tórax .

Consiste na retirada de pele e/ou conteúdo mamário em volumes de até 1000 gr. Utilizada também para ptose(queda) da mama um pouco mais acentuada(decorrente ao excesso de pele).

Tem como base a retirada e modelagem do volume mamário e posterior retirada da pele em menor quantidade, que veste a nova arquitetura.

Difere basicamente das técnicas em T invertido, pois estas fundamentam o novo formato das mamas na tensão da pele.

No L , modela-se o novo cone mamário e a pele o recobre sem tensão. Seria como se a pele estivesse vestindo a nova mama.

Deve-se optar por cicatrizes menos tensas, pois esta é inimiga de uma boa cicatrização, ou seja, quanto maior a tensão, pior a qualidade da cicatriz.

Utililasamos as Filosofias de Bozzola e Chiari, acrescidas de táticas pessoas em nossas mastoplastias em L.

 

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4) T invertido: É uma ótima técnica, utilizada pela maioria dos cirurgiões plásticos, porém só a utilizamos para grandes hipertrofias mamárias ( acima de 1400 gr) ou grandes ptoses (quedas).

É uma técnica muito boa para as indicações específicas, porém  a restringimos a mamas maiores, pois para darem forma a nova mama se fundamentarem na tensão dada a pele e não na reestruturação do novo conteúdo e retirada apenas da pele que sobrou.Isto além de aumentar o tamanho das cicatrizes, pode piorar sua qualidade devida a maior tensão.


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5) Amadurecimento das cicatrizes: Independente do tipo tamanho da cicatriz haverá um período de amadurecimento da cicatriz

No pós-operatório estas cicatrizes, como quaisquer outras, sofrerão um amadurecimento , isto é, uma transformação progressiva até que obtenham seu aspecto final. As principais fases de amadurecimento são:

- 0  a 30 dias: as cicatrizes se apresentam com bom aspecto, como um fino corte, de coloração parecida com a pele ao redor. Podem surgir pequenas reações a pontos que melhorarão com o tempo.

- 30dias a  4 – 6 meses: é a fase onde a cicatriz se apresenta com pior aspecto, geralmente trazendo ansiedade a quem estiver menos avisado. A cicatriz fica rósea e mais aparente e este aspecto só melhora com o tempo. Nesta fase as massagens na cicatriz são um ótimo auxílio e estarão sempre indicadas. Isto não deve ser confundido com cicatriz hipertrófica e quelóide , que são alterações da cicatrização dependentes de características pessoais do paciente, com influência genética, independentemente da técnica cirúrgica. Mesmo nestes casos, o cirurgião estará apto a orientar e tratar a cicatriz através de diferentes técnicas, obtendo bom resultado.     

- 4- 6 meses até 12 – 18 meses: é nesta fase que se dá o amadurecimento final e a cicatriz começa a “afinar” e mudar a coloração (clareando e se tornando mais parecida com a pele adjacente). Geralmente após este tempo a cicatriz assume o seu aspecto definitivo, bem como o resultado final da cirurgia pode ser avaliado. No entanto a cicatrização é um processo muito dinâmico e se continua indefinidamente, melhorando através de remodelação com o passar dos anos.

 


 
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