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É a plástica
de orelhas mais comum para correção da conhecida “orelha de abano”. Deve ser
feita a partir dos 6 anos de idade, quando as orelhas já terminaram o seu
desenvolvimento, e trata inclusive problemas de relacionamento com colegas,
devendo por isso ser efetuada sem delongas pelo grande benefício que se
obtém.
Cicatrizes: o mais comum é que não haja cicatriz visível na cirurgia de orelha, já
que a mesma é posicionada na parte de trás das orelhas, na junção com a cabeça.
No entanto, no pós-operatório, as cicatrizes sofrerão um amadurecimento ,
como quaisquer outras cicatrizes. Isto implica em uma transformação progressiva
até que se obtenha o aspecto final. As principais fases de amadurecimento
são:
- 0 a
30 dias: as cicatrizes se apresentam com bom aspecto, como um fino corte, de
coloração parecida com a pele ao redor. Podem surgir pequenas reações a pontos
que melhorarão com o tempo.
- 30 dias
a 4 – 6 meses: é a fase onde a cicatriz se apresenta com pior aspecto,
geralmente trazendo ansiedade a quem estiver menos avisado. A cicatriz fica
rósea e mais aparente e este aspecto só melhora com o tempo. Nesta fase as
massagens na cicatriz são um ótimo auxílio e estarão sempre indicadas. Isto não
deve ser confundido com cicatriz hipertrófica e quelóide , que
são alterações da cicatrização dependentes de características pessoais do
paciente, com influência genética, independentemente da técnica cirúrgica.
Mesmo nestes casos, o cirurgião estará apto a orientar e tratar a cicatriz
através de diferentes técnicas, obtendo bom resultado.
- 4- 6 meses
até 12 – 18 meses: é nesta fase que se dá o amadurecimento final e a cicatriz
começa a “afinar” e mudar a coloração (clareando e se tornando mais parecida
com a pele adjacente). Geralmente após este tempo a cicatriz assume o seu
aspecto definitivo, bem como o resultado final da cirurgia pode ser avaliado.
No entanto a cicatrização é um processo muito dinâmico e se continua
indefinidamente, melhorando através de remodelação com o passar dos anos.
Todas estas
fases são pouco visíveis na cirurgia de orelhas em virtude do posicionamento
das cicatrizes e não devem trazer qualquer tipo de preocupação.
Tempo
de Cirurgia: a cirurgia dura em média 1 a 2 horas, dependendo de cada
caso e das áreas e estruturas totais a serem tratadas. Geralmente modelamos a
cartilagem pelo acesso retroauricular (parte de trás) e retiramos excessos
quando necessário. Às vezes pode ser necessário o reposicionamento de
estruturas, reaproveitamento de outras, etc. O tempo de cirurgia, no entanto,
não deve ser confundido com o tempo que o paciente permanece no Centro
Cirúrgico, que inclui uma fase de preparação (marcação para a cirurgia),
anestesia, recuperação pós-anestésica, até a alta.
Anestesia: geralmente a cirurgia é feita sob anestesia local mesmo em crianças, sem
nenhum tipo de problema. Se houver necessidade, pode ser associada sedação
conferida pelo anestesiologista. Desta forma, o paciente recebe alta no mesmo
dia, após a recuperação pós-anestésica.
Associação
com outras Cirurgias e outros Procedimentos: a
otoplastia pode ser eventualmente associada a outras cirurgias concomitantes e
/ ou outros procedimentos. Isto vai depender da avaliação clínica e
considerações técnicas específicas para cada caso, visando sempre o menor risco
possível para o paciente.
Curativo:
o paciente sai da sala de cirurgia e recebe alta com
um curativo de faixas, tipo “capacete” que protege uma modelagem feita
com algodão e gaze sobre a orelha operada. Dois a quatro dias depois este
curativo é retirado e você pode retornar ao convívio social. Durante os
primeiros dias pode haver a saída de um líquido róseo das cicatrizes e
você não deve se preocupar com isso. Lembre-se que o resultado final da
cirurgia levará ainda mais algum tempo. Após cerca de 3 dias este curativo é
retirado e não há mais necessidade de curativos, apenas limpeza local com água
e sabonete neutro.
Dor: quando existe, geralmente é discreta e cede com analgésicos comuns,
sendo mais frequente nos primeiros dias. É um importante parâmetro para indicar
a necessidade de repouso relativo no início.
Banho: pode ser liberado após a retirada do curativo, lavando a cabeça
com shampoo neutro e evitando esfregar demais as áreas com pontos.
Eventualmente a água pode tomar uma coloração rósea em virtude de pequenos
acúmulos de sangue coagulado (seco), mas isto não deve trazer nenhuma
preocupação, pois se trata de restos de sangue que devem ser eliminados.
Retirada de
Pontos: se necessária, é feita ao redor do 15º
dia. Porém usualmente em crianças utilizamos pontos que não necessitem ser
retirados.
Repouso: é sempre relativo. Deve-se evitar deitar sobre as orelhas por um
período de aproximadamente um mês. Até a retirada do curativo deve-se evitar
muita movimentação, porém hoje em dia não fazem mais sentido repousos absolutos
e longas listas proibitivas e o seu grau de desconforto é um ótimo parâmetro
para liberação de movimentos. Logo após a retirada do curativo você já
pode retornar ao convívio social. No caso de crianças, pode-se retornar à escola.
Em uma semana a dez dias você já poderá realizar caminhadas, andar de bicicleta
e praticar exercícios leves e após o primeiro mês poderá praticar natação,
hidroginástica e musculação e outros.
Sol: evite tomar sol enquanto houver equimoses (manchas roxas), pois elas
podem pigmentar-se até de forma permanente. Não exponha as cicatrizes ao sol
por um período de 3 meses – ou aplique filtro solar (FPS 30) sobre elas.
Resultado
final: dependendo do grau de edema
(inchaço) que ocorrer com você, logo no pós – operatório imediato, após a
retirada do curativo, já se pode ter uma idéia do resultado que será
obtido. Porém, lembre-se sempre que, de uma certa forma, o seu corpo foi
agredido e vai levar algum tempo para que ele possa se recuperar completamente.
Assim, o resultado final de qualquer cirurgia nunca pode ser avaliado
antes da completa cicatrização, ou seja, 6 meses a 1 ano. Nesta fase é
importante ter paciência e evitar a ansiedade de se querer um
resultado imediato. Lembre-se que você levou 9 meses para nascer! Evite se
perturbar por comentários de “amigas (os)” ou parentes que não foram
esclarecidas (os) como você sobre a cirurgia. Irregularidades, inchaço ou
outras alterações podem ocorrer e serão passageiras, bastando dar tempo ao
tempo. Pequenas áreas de insensibilidade, coceira e ardor também são muito
comuns no início e se surgirem dúvidas, converse com o seu cirurgião, que será
a única pessoa capaz de orientá-la (o) corretamente.
Recidiva:
de um modo geral, as modificações após a cirurgia são
permanentes e o resultado gratificante, conferindo um melhor aspecto ao rosto,
com grande benefício estético e psicológico, permitindo rápida e melhor
integração social.
É importante que a
(o) paciente e seus pais estejam bem esclarecidos acerca do procedimento e o
que ele pode oferecer, evitando falsas expectativas sobre o resultado. O médico
especialista é a pessoa mais indicada para esclarecer todas as dúvidas de cada
paciente, com informações específicas para cada caso, inclusive por escrito,
durante o pré-operatório.
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