Lipoaspiração PDF Imprimir E-mail

Outro procedimento campeão em freqüência e resultados.

São técnicas relativamente novas, surgidas há aproximadamente vinte e seis anos (1980) com os primeiros trabalhos de Illouz. Após inúmeras provações e aprimoramentos nos últimos anos, hoje existe excelência e segurança de resultados.

Trabalhos científicos demonstram que a Lipoaspiração tem sido há alguns anos o procedimento cirúrgico mais efetuado no mundo, assim como o de menor índice de complicações.

 

Como o nome indica, a lipoaspiração consiste na modelagem do corpo através da aspiração de depósitos de gordura localizada. Podemos trabalhar a gordura praticamente ao longo de todo o corpo. O grande avanço é a experiência adquirida e aprimoramento de métodos, que nos permite tratar mais e melhor as camadas de gordura.

 

Em 1983 o mesmo Illouz já publicava a técnica de lipoaspiração com infusões de líquidos (hidrolipoaspiração), assim como Pimentel já utilizava esta técnica e reaproveitava a gordura lipoaspirada (Lipoescultura). Em 1985 Fournier apresentava demonstrações cirúrgicas sob anestesia local e reaproveitamento de seu conteúdo. Os médicos de nossa Clínica já utilizavam tais procedimentos desde 1988 e foram incorporando novas técnicas à medida que iam surgindo, até o presente momento. Portanto, todas as pessoas que aparecem na mídia atualmente, dizendo-se autores dessas técnicas, estão desinformadas, equivocadas ou mal intencionadas...

 

A lipoaspiração não deve ser feita visando perda de peso, mas sim uma melhora das formas. Como toda cirurgia, o resultado final depende de inúmeros fatores: qualidade da pele, grau de flacidez de pele, gestações prévias, biotipo e conformação corporal. Assim, podemos afirmar que sempre existe melhora de contorno, mas deve-se discutir exaustivamente no pré-operatório se a expectativa do(a) paciente pode ser preenchida com a melhora a ser oferecida por esse método. No estágio atual de modernização dos procedimentos, a maior complicação da lipoaspiração é a assincronia entre o que o cirurgião pode oferecer e o que o paciente acha que é possível oferecer.

 

O procedimento consiste na criação de pressão negativa, por máquina ou seringa, e na passagem desta para a ponta de uma cânula ou sonda de fino calibre, que será manuseada por mão experimentada em áreas seguras pré-determinadas. Esta é a verdadeira e grande evolução da lipoaspiração. Máquinas novas e mirabolantes com promessas loucas não passam de mercantilismo e má-fé .

 

O volume aspirado não deve exceder 5% do peso corporal, respeitando as devidas limitações, em aspecto amplo e seguindo-se normas de segurança. Utilizando os procedimentos com bom senso e nas mãos de cirurgiões especialistas e experimentados, as complicações são raridade.

 

Quando houver necessidade, a mesma gordura retirada é então reaplicada em outra parte do corpo onde exista depressão, irregularidade de contorno ou “falta”  relativa de gordura. Como a gordura é reaproveitada, criou-se o termo “lipoescultura”  para definir a modelagem realizada com a gordura proveniente da lipoaspiração.

 

Nos casos em que existe pequena quantidade de gordura a ser retirada, aos quais no passado não aconselharíamos a lipoaspiração, realizava-se a infiltração de fosfatidil-colina, uma substância que existe nas membranas de todas as nossas células e que é capaz de “dissolver” pequenas quantidades de gordura, sendo excretada pela urina, sem haver necessidade de cirurgia . Porém, atualmente este método está proibido pela ANVISA devido à falta de estudos para a utilização para este fim. Por isso, cuidado se alguém lhe propuser esse tratamento. Isso, além de ilegal, pode ser muito perigoso.

 

Cicatrizes: A via de acesso vai depender do local a ser tratado, mas as incisões têm em média 4 mm e são colocadas em locais estratégicos, ficando quase imperceptíveis na maioria dos casos.

 

No pós-operatório essas cicatrizes, como quaisquer outras, sofrerão um amadurecimento, isto é, uma transformação progressiva até que obtenham seu aspecto final. As principais fases de amadurecimento são:

 

- 0  a 30 dias: as cicatrizes se apresentam com bom aspecto, como um fino corte, de coloração parecida com a pele ao redor. Podem surgir pequenas reações a pontos que melhorarão com o tempo.

 

- 30 dias a  4–6 meses: é a fase em que a cicatriz se apresenta com pior aspecto, geralmente trazendo ansiedade a quem estiver menos avisado(a). A cicatriz fica rósea e mais aparente e este aspecto só melhora com o tempo. Nesta fase as massagens na cicatriz são um ótimo auxílio e estarão sempre indicadas. Isso não deve ser confundido com cicatriz hipertrófica e quelóide, que são alterações da cicatrização dependentes de características pessoais do(a) paciente, com influência genética, independentemente da técnica cirúrgica. Mesmo nestes casos, o cirurgião estará apto a orientar e tratar a cicatriz através de diferentes técnicas, obtendo bom resultado.  

 

- 4-6 meses até 12–18 meses: é nessa fase que se dá o amadurecimento final e a cicatriz começa a “afinar” e mudar a coloração (clareando e se tornando mais parecida com a pele adjacente). Geralmente após esse tempo a cicatriz assume o seu aspecto definitivo, bem como o resultado final da cirurgia pode ser avaliado. No entanto, a cicatrização é um processo muito dinâmico e continua indefinidamente, melhorando através de remodelação com o passar dos anos.

 

Todas essas fases, no entanto, são menos perceptíveis na lipoaspiração, em virtude das pequenas dimensões da cicatriz.

 

Tempo de Cirurgia: A cirurgia dura em média duas horas, dependendo de cada caso e das áreas totais a serem lipoaspiradas. Isso não deve ser confundido com o tempo que o(a) paciente permanece no Centro Cirúrgico, que inclui uma fase de preparação (marcação para a cirurgia), anestesia, recuperação pós-anestésica e se estende até a alta.

 

Anestesia: Pode-se optar pela anestesia local e sedação conferida pelo anestesiologista, ou anestesia peridural (feita nas costas do paciente), também com ou sem sedação. Isso vai depender das áreas a serem tratadas. Raríssimas vezes indicamos a anestesia geral, que é feita então com anestésicos de eliminação rápida.  Desta forma, o(a) paciente quase sempre recebe alta no mesmo dia, após a recuperação pós-anestésica.

 

Curativo: O paciente sai da sala de cirurgia e recebe alta com um pequeno curativo de esparadrapo tipo Micropore sobre os pontos e uma cinta modeladora (macaquinho) cobrindo todas as áreas trabalhadas. Esta cinta elástica deve permanecer continuamente  durante o período de pelo menos um mês e durante meio período por mais um mês.

 

Dor: Quando existe, ocorre freqüentemente nos primeiros dias, geralmente é discreta e cede com analgésicos comuns. É um importante parâmetro para indicar a necessidade de repouso relativo no início.

 

Banho: Pode ser liberado vinte e quatro a quarenta e oito horas depois da cirurgia. O(a) paciente retira a cinta elástica, toma banho sem retirar os esparadrapos sobre os pontos, seca o local com secador de cabelos morno e distante e então recoloca a cinta. Embora isso varie de pessoa para pessoa, você poderá notar edema importante (inchaço) e equimoses (manchas roxas) pelo corpo. Não se preocupe, pois isso desaparecerá com o passar do tempo.

 

Retirada de Pontos: A retirada de pontos é feita geralmente em torno de sete a dez dias de pós-operatório.

 

Repouso: É sempre relativo. No primeiro e no segundo dia é prudente evitar muita movimentação. Mas não fazem mais sentido hoje em dia repousos absolutos e longas listas proibitivas. O seu grau de desconforto é um ótimo parâmetro para liberação de movimentos. De um modo geral, após uma semana a dez dias você já poderá realizar caminhadas, andar de bicicleta e praticar exercícios leves e após quinze a vinte dias poderá praticar natação, hidroginástica e musculação e outros.

 

Sol: Evite tomar sol no local das cicatrizes por um período de três meses – ou aplique filtro solar (FPS 30) sobre elas. Enquanto houver equimoses (manchas roxas) o sol também não é aconselhável, pois elas poderão pigmentar (escurecer) de forma até permanente.

 

Resultado final:  Dependendo do seu grau de edema (inchaço), logo no pós–operatório imediato já se pode ter uma idéia do resultado que será obtido. Porém, lembre sempre que, de uma certa forma, o seu corpo foi agredido e vai levar algum tempo para que ele possa se recuperar completamente. Assim, o resultado final de qualquer cirurgia nunca pode ser avaliado antes da completa cicatrização, ou seja, seis meses a um ano. Nessa fase é importante ter paciência  e evitar a ansiedade de se querer um resultado imediato. Lembre-se que você levou 9 meses para nascer! Evite se perturbar por comentários de “amigos(as)”  ou parentes que não foram esclarecidos(as) como você sobre a cirurgia. Irregularidades, inchaço, “bolinhas” ou outras alterações podem ocorrer e serão passageiras, bastando dar tempo a o tempo. Pequenas áreas de insensibilidade, coceira e ardor também são muito comuns no início e se surgirem dúvidas, converse com o seu cirurgião, que será a única pessoa capaz de orientá-la corretamente.

 

Tratamento adjuvante: No pós-operatório, a partir da primeira semana, você também será assistido(a) por uma fisioterapeuta com especialização em estética que auxiliará na diminuição do edema (inchaço), garantindo maior conforto na sua recuperação por meio de drenagens linfáticas manuais e, se necessário, utilização de ultrassom.

 

Gestação:  A lipoaspiração não impede a gestação e a lactação, e de uma forma geral, com dieta balanceada, atividade física e cuidados específicos, o resultado final não é alterado. Mas isso dependerá muito do controle de peso que você mantiver e do seu tipo físico. Se a paciente desejar, poderá submeter-se a nova cirurgia em qualquer tempo  após o período de puerpério (6 meses após o parto)

 

Recidiva:  Como qualquer cirurgia, não existe “prazo de validade” para a lipoaspiração e o seu corpo continua se modificando. Assim, se você engordar surgirão novos depósitos de gordura. Porém, de um modo geral, os resultados são bastante duradouros e gratificantes, e é realmente possível conferir uma nova modelagem corporal com grande benefício estético,  o que coloca essa cirurgia entre as mais solicitadas.

 

Vibrolipoaspiração: Esse procedimento facilita a retirada da gordura, diminui o tempo operatório, as equimoses (áreas arroxeadas) e as dores pós operatórias, além de reduzir o tempo cirúrgico. Tal procedimento é utilizado em nossa clínica há mais de 2 anos.  

 

É importante que o(a) paciente esteja bem esclarecido(a) acerca do procedimento e do que ele pode oferecer, evitando falsas expectativas sobre o resultado. O médico especialista é a pessoa mais indicada para esclarecer todas as dúvidas de cada paciente, com informações específicas para cada caso, inclusive por escrito, durante o pré-operatório.

 

 
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